Itaoca/SP

116607468Foto: Júnior Petar

História

Em tupi, o nome da cidade significa “a caverna”, “a lapa”, “a gruta” ou, ainda, “a casa de pedra”. Localizado no bioma da Mata Atlântica, o local destaca-se pelas belezas naturais. O Rio Palmital, no trecho que drena a cidade , tem beleza paisagística, com bom volume d’água, apresentando trechos atulhados de seixos, blocos e matacões de rochas com formação de bonitas corredeiras e piscinas naturais. Possui relevo acidentado, diversidade de rochas e recursos hídrográficos em abundância, fatores que favorecem a existência de cavernas e cachoeiras, grutas e montanhas.

A economia é baseada na mineração de calcário para cimento e na agropecuária – pecuária de corte e de leite, e agricultura de subsistência. São considerados focos de desenvolvimento potenciais, o turismo, a agroindústria de pequena escala, e o artesanato cerâmico.

Na região do Vale do Ribeira, onde está localizada a cidade, existem 14 sítios arqueológicos cadastrados, dos quais sete em Itaoca, de acordo com o inventário do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP). É comum, ao andar pelas ruas da cidade, encontrar sambaquis fluviais de três tipos – concheiros, líticos e cerâmicos. A 11 quilômetros da cidade, conta também com uma Comunidade Cangume, descendente de quilombos, e hoje com 39 famílias, totalizando 200 pessoas.

O município preserva tradições, como a técnica centenária de artesanato em argila, na fabricação de panelas, potes, jarros, peças utilitárias e decorativas, feitas com o saprólito do granito itaoca. Na dança, dedicam-se ao fandango de tamanco, de origem espanhola, e que chegou ao Brasil por volta de 1770, com os portugueses da Ilha dos Açores, que se instalaram no Sul do País. Cheios de ritmo e sapateados, dois grupos de homens duelam, com combinações de passos, mostrando suas habilidades.

Antigamente, a conclusão dos trabalhos de preparação da terra, plantio e de colheita, realizada coletivamente em regime de mutirão, era celebrada com a dança de fandango. As músicas e coreografias falam sobre o dia a dia do homem no campo e têm como principal tema a natureza.

Para aqueles que gostam de aventuras e esportes radicais, a região oferece um ambiente propício para a prática de ecoaventura, como moto trilhas, mountain bikes, trilhas para jipeiros, bóia-cross, rafting, rapel em cachoeiras, cavernas e abismos. Outro esporte que está se tornando tradicional, no mês de dezembro, descendo a Serra de Itaoca, é a corrida de carrinho de rolimã, com um percurso de 6 km de muita adrenalina.

O Município de Itaoca foi criado em 30 de dezembro de 1991. Sua denominação foi adotada na criação do distrito, em 18 de dezembro de 1908, com sede na Capela das Tocas, no Município de Apiaí. Durante longo período permanece vinculado à dinâmica de Apiaí, que se situava em região marcada pela exploração de minérios.

As primeiras referências sobre Itaoca são de um local pertencente a Antônio Xavier Macedo, que, depois de ser adquirido por Justino Rodrigues Dias Martins, em 1888, tem parte de suas terras doadas a Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião, formando, então, o patrimônio de Capela das Tocas.

Localização

O município, de relevo montanhoso, sustentado pelas rochas do granito itaoca, localiza-se na região sul do estado de São Paulo, no Alto Vale do Ribeira. Situado a 350 quilômetros da capital, faz divisa com os Municípios de Ribeira, Apiaí, Iporanga e Adrianópolis (PR). Tem acesso pelas Rodovias Presidente Castello Branco (SP-280); Senador José Ermírio de Moraes (SP-075); Celso Charuri (SP-091/270); e Raposo Tavares (SP-270).

Gentílico

Itaoquense